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21 de março de 2020

Rossi: La Lyra d’Orfeo – Arpa Davidica (Erato, 2019)

Em “Mostro con l’ali nere”, toda ela contrária à ordem regular da natureza, com serpentes em vez de cabelos, gelada ao toque e escura como o breu, uma agoirenta criatura levanta voo do inferno, pronta a ofuscar o esplendor do céu. Calma, que é do vírus do ciúme que esta cantata de Luigi Rossi trata. No contexto da sua oportuníssima produção, aliás, apenas um dos muitos mal-estares suscetíveis de cura pela música. Observe-se com atenção “Al soave spirar”, por exemplo: numa embarcação, de regresso a casa, e após uma longa travessia, o protagonista vê-se perante um saque, cercado por amotinados marinheiros que a avidez do lucro cegou; desesperado, enraivecido, suplicante, lamentando tamanho infortúnio, pede que o acudam e, depois, que o vinguem, até que, a custo, recupera a dignidade, faz a apologia da perseverança e, cantando, se lança ao mar e para a morte; nesse derradeiro momento, movido pela compaixão, um golfinho condu-lo no seu dorso, são e salvo, até à costa. Como é óbvio, Rossi apresentava uma variação sobre a lenda grega de Aríon em ligação direta à moral da história: se sons tão harmoniosos conseguem fazer isto, não há realmente limite às desgraças que uma bela melodia pode mitigar. Esqueceu-se, só, de dizer que Aríon empunhava uma lira, o que, neste enquadramento, não é estritamente necessário: aqui, de forma a encadear estas canções (21 delas em primeira gravação), Pluhar [na foto] procede à invocação de Orfeu e de David.

Basta pensar num, com os argonautas, a sobrepor a sua voz à das sereias (“Navegar é preciso/ Viver não é preciso”, quase se ouve), e noutro, dedilhando uma harpa, a aliviar o sofrimento de Saul (no caso, é o ‘Hallelujah’, de Cohen, que logo vem à memória), para se perceber que – placebo, profilático ou paliativo – o disco dá resposta a uma crise. E, girando, como tantos, na órbita do Cardeal Jules Mazarin, depois do Conclave de 1644, a verdade é que a principal preocupação de Rossi seria afastar-se dos Estados Papais e procurar abrigo na corte francesa – hoje, é inconcebível que as suas reflexões sobre amor sagrado e profano surgissem condicionadas pela rivalidade franco-habsburguiana. Mas, não fosse a sua capacidade em transpor esses contraditórios impulsos do campo dos afetos para o da política – muita da sua obra obedece à lógica da guerra dos sexos – e sabe-se lá se teria vindo a ser tão apreciado por Luís XIV! Seja como for, o ponto não é esse. O que interessa é o que se escuta em “Se dolente e flebil cetra”: que se lhe “parte o coração”, e não se lhe “calam os ais”, se o cantar da sua cítara não inspirar a piedade de que tanto precisa. Ora, isto é fado.

1 de dezembro de 2018

Sugestões de Natal


Himmelsmusik” [L’Arpeggiata, Céline Scheen, Philippe Jaroussky, Christina Pluhar (d); Erato, 2018]
Em “Orfeo Chamán”, Christina Pluhar, que nunca recuou instintivamente ao toque da alegoria, atribuiu protagonismo a Nahuel Pennisi, um cantor e guitarrista invisual, como referência, quiçá, a quanto o mito de Orfeu – cuja ação transferia para os Andes – dependia de fé cega. Conhecia bem o terreno. Afinal, tinha levado o L’Arpeggiata a gravar folclore latino-americano em “Los Pájaros Perdidos” – ficando registada a alusão a “Os Passos Perdidos”, de Alejo Carpentier, outro que invertia eixos axiológicos. Consigo na viagem, algo desconfortável no papel, seguia o contratenor Philippe Jaroussky, que, na altura, não imaginava a dimensão do anacronismo a que teria de dar voz com “Music for a While”, quando Pluhar sujeitou Purcell ao jazz. Imagina-se o arrepio que provocou o anúncio de “Himmelsmusik”! Mas não há o que recear. Numa total inversão de paradigma, este disco dedicado ao barroco alemão lembra, digamos, o regresso de alguém como Anthony Braxton às suas composições em “Five Pieces” – portanto, àquilo que sabia e devia mesmo fazer – após insatisfatórias incursões no mundo dos standards. Isto, porque Pluhar, que se considera uma improvisadora, tem o bom senso de perceber que há peças que “têm de ser deixadas em paz e reveladas pelo que possuem de mais belo e puro”. Com Scheen e Jaroussky em estado de graça, estas (as de Theile, Schütz ou Ritter), então, nunca saem do firmamento.
 

“Soul of a Nation 2” (Soul Jazz, 2018)
Um dia, Gil Scott-Heron cantou assim: “Entristece-me que os meus filhos não possam ver/ O Natal como costumava ser”. Referia-se ao período abrangido por esta compilação (meados de 70), embora ele e os seus contemporâneos celebrassem antes o Kwanzaa. Malabaristas como Art Ensemble of Chicago, Byron Morris, Gary Bartz ou Pharaohs, que tocavam de punho erguido.


 
Caetano Veloso “Transa” (re. Elemental, 2018)
Certo: o que tem ‘In the Hot Sun of a Christmas Day’ é o LP anterior, também gravado em Londres. Mas foi com “Transa”, ali em 1971-1972, que Caetano passou a “amar o verde dos parques” e “a calma das ruas” da cidade em que vivia exilado. Até ficou bilingue (“I’m alive e vivo”, grita). Algo adiáforo, serve para provar que pássaro na gaiola não canta: lamenta.

 


Bach: Mass in B Minor [Les Arts Florissants, William Christie (d); Harmonia Mundi, 2018]
Entre as mais profundas raízes desta “Missa” destacam-se as que remontam ao Natal de 1724, mais concretamente ao “Sanctus” que Bach, então, compôs. Mas os toques finais, esses, recebeu-os em 1749, num “Et incarnatus est” que parece tudo menos isso, com o compositor a ver a vida a andar para trás. Aos 73 anos, Christie sabe que às vezes não há tempo a perder.


Michel Petrucciani “5 Original Albums” (Decca, 2018)
Agora, que está quase, aí, a estrear “Glass”, é a altura ideal para recordar Petrucciani, cujo corpo teve mais fraturas do que ossos. À custa do seu superpoder tirou Charles Lloyd da reforma, em inícios de 80. Entre os discos que gravou para a Owl, aqui reunidos, o mais belo é “Oracle’s Destiny”, dedicado ao mestre. O primeiro é o que tem ‘Christmas Dreams’.





Dexter Gordon Quartet “Espace Cardin 1977” (Elemental, 2018)
Era desde 1963 “Our Man in Paris”. Mas em 1977 nem todos saberiam que Dexter já tinha ido passar o último Natal a casa. O que explica o complexo de emoções nesta gravação: por um lado, o reencontro com Pierre Michelot e Kenny Clarke; por outro, a despedida da capital francesa. Ou a ressurreição de Al Haig, claro, que bem sabia o que era penar longe de Ítaca.


Beethoven: The Complete String Quartets Vol. 1 (Cuarteto Casals; Harmonia Mundi, 2018)
Goethe descrevia os quartetos como “conversas entre pessoas inteligentes”. Espíritos maldosos diriam que Beethoven os transformou em diálogos de surdos, como o que teve no Natal de 1825 com Karl Holz, ele de “Grande Fuga” debaixo do braço e o violinista a maldizer a técnica em geral. Aqui, a espaços, o Casals é uma quadriga desgovernada. Beethoven aprovaria.



5 de julho de 2014

“Music For a While – Improvisations on Purcell” (Erato, 2014)





L’Arpeggiata, Christina Pluhar (d)
Se alguma coisa nos ensinou o pós-modernismo é que até a iconoclastia depende de aturadas negociações entre o possível e o plausível. Nesse sentido, numa declaração de intenções que procura legitimar esta iniciativa, Christina Pluhar não faz nenhum favor a si mesma ao recorrer ipsis litteris, e sem remissão, ao artigo “[Henry Purcell] In popular culture”, da Wikipedia. Cita precursores laços entre Purcell e os The Who, o cantor Klaus Nomi, o Wendy Carlos de “Laranja Mecânica”, Sting, e, de certa forma, ao jeito do Direito que aponta o precedente como única fonte judicial, apensa um vínculo hipostático ao que está sujeito às incertezas do acaso. É uma ilusão de hermenêutica, de efeito fácil, que, aplicada, por exemplo, à escolha de capa para esta edição resultaria em algo do género: a fotógrafa Mallory Morrison organizou uma coreografia subaquática para Mary Poppins que lembra uma cena de um filme – “Se a Minha Cama Voasse” – que se vê como uma variação sobre a adaptação cinematográfica do livro “Mary Poppins”; a criadora de Mary Poppins foi P. L. Travers que, enquanto atriz, havia feito de Titania numa produção de “Sonho de Uma Noite de Verão”, de Shakespeare, a mesmíssima peça que, por sua vez, esteve na origem de “A Fada Rainha”, de Purcell. A dedução é simples e incontestável e desprovida de fundamento. Pluhar, que, banhando-as essencialmente no mais tépido jazz, promove aqui uma ocasionalmente simpática emulsão de obras do compositor inglês, podia, antes, ter evocado modelos patenteados por Paul Desmond, Maarten Altena ou Grover Washington. Mas ignora-os, ou não repetiria os seus erros: não é por se abandonar as normas numa música que se deve adotar cegamente as de outra.

7 de dezembro de 2013

Sugestões de Natal



Kayhan Kalhor/Erdal Erzincan “Kula Kulluk Yakisir Mi” (ECM, 2013)
Kalhor e Erzincan, um iraniano e um turco, evocam modalismos persa e anatólico mas é em cinco improvisações que dissipam os bancos de nevoeiro que ocasionalmente sufocam o Bósforo. E neste disco, gravado ao vivo em Bursa, na margem sul do mar de Mármara, ao longo de uma hora de música sem interrupções, aprofundam o que em 2004, em “The Wind”, apenas diafanamente sugeriam: que a tradição liberta.

Tal National “Kaani” (Fat Cat, 2013)
Num ano em que o mais visível representante musical do Níger – Bombino – foi aclamado a ocidente por melhor reproduzir a versão do psicadelismo há 45 anos apresentada em “The Howlin’ Wolf Album” e “Electric Mud” (Muddy Waters), é refrescante ouvir uma banda de rock de Niamey dar dois passos atrás – rumo a expressões fula, hausa, songhai ou tuaregue – e encontrar o mundo na soleira da porta.

Bebo Valdés & Diego El Cigala “Lágrimas Negras (Edición 10 Aniversario)” (Calle 54/Sony)
Quem há mais de um século cunhou a expressão “cantes de ida y vuelta” sonhava com a voz de Cigala. Em 2003, “Lágrimas Negras” – que viria a vender um milhão de cópias – reaproximava Cuba e a Andaluzia com a inevitabilidade lógica de quem reúne irmãos desavindos. Agora, quando Diego saiu de Espanha e Bebo se foi do mundo, relembra-se o processo através do álbum original, da sua versão ao vivo e de um documentário.

Chucho Valdés & The Afro-Cuban Messengers “Border-Free” (Jazz Village/Harmonia Mundi)
Chucho lembra os comanches deportados para Cuba no século XIX, mas recorda também o exotismo de Margarita Lecuona ou a paixão da sua avó pelo “Concerto para Piano nº 2”, de Rachmaninov. Em ‘Bebo’ evoca o seu pai e em ‘Pilar’ honra a sua mãe, que adorava o ‘Blue in Green’, de Miles, ou os “Prelúdios”, de Bach, que cita. E tão apropriado é que fale de diluição de fronteiras quem sofre a tirania do embargo.

“Zanzibara 7: Sikinde Vs Ndekule” (Buda, 2013)
Entre 1984 e 1987 – no período em que Julius Nyerere, figura tutelar do regime, se reformou –, os inflamados temas aqui reunidos serviram de combustível para o que se veio a chamar de “batalha das bandas em Dar Es Salaam”, com Mlimani Park Orchestra e International Orchestra Safari Sound a disputar com rapacidade a supremacia na Rádio Tanzânia, prenunciando o fim do ‘socialismo africano’.

Laurindo Almeida “Viva Bossa Nova! + Olé! Bossa Nova!” (American Jazz Classics, 2013)
Laurindo Almeida aprendeu coisas dificílimas à guitarra. Depois, porque na Califórnia se preferiam choros do Rio a transcrições de Segovia, teve de estudar outras que, apesar de virem da sua terra, não lhe seriam mais congeniais. Em 1962, superando Charlie Byrd, apresentou neste par de LP o seu estilizado e amiúde oximorónico projeto na bossa, que logo colocou ao serviço do cancioneiro norte-americano.

John Coltrane “Sun Ship: The Complete Session” (Impulse!, 2013)
Ouvir Coltrane em sucessivos takes do mesmo tema – só do extorsionário ‘Ascent’, aqui, são oito – não é tanto como esquadrinhar o YouTube em busca de bloopers de séries de TV quanto como testemunhar o dilemático Hamlet à procura de uma resolução final. Gravado meses depois de “A Love Supreme” ou “Ascension”, este “Sun Ship” foi editado postumamente, em 1971, serôdio documento de um quarteto abençoado.

Keith Jarrett “No End” (ECM, 2013)
À data de gravação (1986), apesar de se distinguir dos outros, tomar-se-ia por mais um álbum de guitarra na editora de Frisell, Metheny, Rypdal, Tibbetts, etc. E, embora – como “Spirits”, lançado um ano antes – indulgencie impulsos de multi-instrumentista, não se assemelha ao ensaio anterior. Foi, antes, o regresso de Jarrett ao espírito de “Restoration Ruin” num contexto de música popular impecavelmente clínica.

Joe McPhee “Sonic Elements” (Clean Feed, 2013)
Compradores aventureiros poderão rumar até à Corbet Vs. Dempsey, situada na North Ashland Avenue, em Chicago, de modo a adquirir o quádruplo “Nation Time: The Complete Recordings (1969-70)”, antológico testemunho de McPhee no funk mais áfrico. Mas convirá não ignorar esta sua recente punção na heurística segundo Don Cherry e Ornette Coleman, cujos espectros evoca sem se confundir com nenhum.

Wayne Shorter “Second Genesis + Wayning Moments” (Essential Jazz Classics, 2013)
Reunião dos segundo e terceiro álbuns de Shorter para a Vee Jay – gravados em 1960 e 1961, embora editados de modo anacrónico – em que, nomeadamente em ‘The Albatross’, se deteta o potencial oracular que a passagem dos anos confirmou ou, em ‘Black Orpheus’, num procedimento afim ao ensaiado com Blakey nos Jazz Messengers, uma precoce habilidade na extração de óleos essenciais ao hemisfério sul.

Charpentier: Litanies de la Vierge; Miserere - Ensemble Correspondances, Sébastien Daucé (d) (Harmonia Mundi, 2013)
Seu inquilino, Charpentier trabalhou dezassete anos para Marie de Lorraine, a Marquesa de Guise, a quem dedicou melodiosos salmos, oratórios, hinos, missas e motetos com charme palaciano – já o “Te Deum”, cujo prelúdio permanece martirizado pelo genérico das transmissões da Eurovisão, compôs ao serviço de um liceu jesuíta. O Ensemble Correspondances prova-se insuperável nas litanias marianas. 

Dvorák: Stabat Mater - Collegium Vocale Gent, Royal Flemish Philharmonic, Philippe Herreweghe (d)
(Phi, 2013)
Com um par delas portuguesas, são sessenta as vozes no coral de Gent; já os músicos da deFilharmonie ascendem às sete dezenas. E não há um entre eles que não pareça levar a peito as dores de Maria, e este texto, que, em tradução mais literal, começa no verso: “Em pé, a Mãe dolorosa/ chorando junto à cruz/ da qual pendia seu Filho”. Dvorák, com conhecimento de causa, levou a dor até à “glória do paraíso”.

Schubert - Maurizio Pollini (p) (Deutsche Grammophon, 2013)
Melómanos avisados ter-se-ão há muito familiarizado com estes registos – da fantasia ‘O viajante’, às sonatas D845, D958, D959 e D960, passando pelas “Três Peças para Piano” – em que, entre 1973 e 1987, um impiedoso Pollini escancarou a extemporaneidade em Schubert. Mas agora que se promove a cíclica unificação desse material melhor se compreendem estas estranhas figuras, entre o inefável e o insidioso.

Strauss: Also Sprach Zarathustra - Berliner Philharmoniker, Gustavo Dudamel (d) (Deutsche Grammophon, 2013)
Foi apropriado que o “2001”, de Kubrick, famoso filme acerca de um monólito, se iniciasse ao som de música inspirada por um conceito que Nietzsche cogitou à sombra de um enorme calhau. Dudamel não se deixa esmagar pelo peso da fantasia cultural mas revela-se inesperadamente cauteloso e sublinha a incerteza. Já “As alegres travessuras de Till Eulenspiegel” e “Don Juan” não lhe reservam segredos.

“The Complete Alpha Recordings” - L’Arpeggiata, Christina Pluhar (d) (Alpha)
Numa espécie de adaptação em tempo real ao discurso etnomusicológico, o compromisso com o folclore regressa de forma cíclica à agenda de agrupamentos de música clássica. E dir-se-á que nesse impulso predomina uma tão poética quão irredutível conceptualização: a de que todas as músicas, enquanto expressão criativa e testemunho essencialmente humanista, de facto, se equivalem. E o que, com frequência, se ganha em repertório – entendendo-se, por exemplo, como noções de diáspora afetaram a intatilidade estética ou identificando desejos de modernização em manifestações artísticas tradicionais ou revelando transformações nucleares nas soberanias culturais pós-coloniais – perde-se ocasionalmente em espírito crítico. Desde o início do terceiro milénio, neste domínio, Christina Pluhar, dirigindo o conjunto L’Arpeggiata, tem sido, a par de Jordi Savall ou Yo-Yo Ma, uma importante voz na seguinte argumentação: primeiro, que o ecletismo não tem de implicar uma dissociação com o conhecimento teórico; segundo, em contrapartida, que a mais fecunda transmissão oral pode ombrear com os achados da hermenêutica; terceiro, que há sempre algo a acrescentar pelo intérprete à obra sem que daí resulte uma presunçosa exibição de virtuosismo; quarto, que a combinação dos mais variados elementos, face a cada configuração inicial, tem de agir de acordo com o holismo. Não sendo certo que norteie ainda assim a sua ação (ouça-se “Mediterraneo”, deste ano), é inegável que os documentos aqui reunidos – registados entre 2000 e 2004 – são um postulado desses princípios: “La Villanella”, de Kapsberger, “Homo fugit velut umbra”, segundo Stafano Landi, “Rappresentatione di Anima, et di Corpo”, de Emilio De’ Cavalieri, “La Tarantella” e, fundamentalmente, “All’Improvviso: Ciaccone, Bergamasche, & un po’ di Follie”.